O sabor é um tanto amargo. Mas, mesmo assim, o chá verde tornou-se o queridinho da vez. E não é só no chá das cinco. Afinal de contas, são tantos os benefícios atribuídos a essa bebida milenar e de tradição oriental que não há como não se render a umas boas doses de saúde diariamente.
Feito com as folhas da Camellia sinensis – a mesma erva que dá origem ao chá preto – o chá verde ajuda na perda de peso, diminui as taxas de colesterol, controla a pressão arterial, ativa o sistema imunológico, diminui o risco de artrose, aterosclerose e outras doenças degenerativas, e tem ação cicatrizante por uso tópico. Além disso, quando utilizado em bochechos e gargarejos previne cáries e ajuda a combater infecção na garganta.
O poder do chá verde está em sua composição. “Ele contem altas concentrações de antioxidantes como as catequinas, os carotenóides e os flavonóides, estimulantes como a cafeína, minerais (potássio, sódio, flúor, entre outros), além da teofelina, que é um potente vasodilatador”, enumera a nutricionista Mônica Dalmácio, membro do Conselho Regional de Nutrição.
Recentes estudos realizados por pesquisadores japoneses do Centro Nacional Epidemiológico de prevenção contra o Câncer ainda associam o consumo da bebida ao menor risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como de pele, pulmão, ovário e próstata. “Os resultados positivos estão relacionados aos bioflavonóides e às catequinas, substâncias de ação anti-inflamatória e antioxidante que bloqueiam as alterações celulares que dão origem aos tumores, destaca Mônica.
No processo de emagrecimento, o chá verde atua como importante auxiliar, pois tem ação desintoxicante, digestiva e diurética. Além disso, a combinação de polifenóis em sua composição acelera o metabolismo. “Ele provoca uma sensação de saciedade. Mas quem quer perder peso não deve substituir uma alimentação equilibrada pela bebida. O ideal é fazer uso do chá em conjunto com uma dieta saudável, pobre em gordura e açúcares, além de alguma atividade aeróbica”, avisa a médica ortomolecular Luciana Granja.
Mas é recomendável não abusar da bebida. “O consumo em excesso e o chá muito concentrado podem levar a gastrite, devido à cafeína. Nada em exagero traz benefício”, destaca a nutricionista Mônica Dalmacio. Segundo ela, o ideal é consumir a bebida em pequenas doses de 50 ml (copinho de café) ao longo dia.
Semente de abóbora: Esse alimento é tão importante que homens e mulheres com altas taxas de magnésio no sangue têm 40% menos chance de sofrer morte prematura do que os que têm baixos índices. É uma grande fonte de magnésio. Toste-as no forno e consuma-as com casca e tudo, é poderosamente rica em fibras.
Sardinha: Possui minerais essenciais como ferro e selênio, que têm ação anticancerígena e é rica em proteínas. Tem altas concentrações de omega 3 (gordura boa) importante para o funcionamento do cérebro e coração, reduzindo substancialmente a pressão arterial.Se não puder consumi-las frescas o mesmo pode ser feito nas conservadas em óleo ou azeite (enlatado).
Canela: Sendo polvilhada no café e no cereal matinal, previne o risco de doenças cardíacas, consequentemente controlando o nível de açúcar e colesterol no sangue.
Folha de beterraba: Aquelas que geralmente são jogadas fora, são ricas em vitaminas, antioxidantes e minerais. Sendo ricas em carotenóides (pigmento natural dos vegetais) combate o envelhecimento dos olhos. Consumi-las cruas ou refogadas.
Repolho: As folhas do repolho são concentradoras de substâncias antioxidantes e anticancerígenas (chamadas de índoles e sulforafanos). O sulforafano é a substância química encontrada em plantas que mais eleva o nível de enzimas anticancerígenas no organismo.
Açaí: O açaí é um dos frutos com maior concentração de antioxidantes. Ricos em gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas, ajudam na redução do colesterol ruim e na prevenção das doenças cardíacas. É uma benção da natureza.
Goiaba: A goiaba é rica em fibras, minerais e vitaminas, possuindo grande quantidade de licopeno (o mais completo antioxidante da família dos carotenóides), auxiliando na prevenção do câncer de próstata, reduzindo os riscos de surgimento de catarata e doenças cardiovasculares.
Frutas oleaginosas: Castanhas, nozes e amêndoas trazem inúmeros benefícios, apesar do elevado teor calórico, possuindo minerais, proteínas e altos níveis de Omega 3 e Omega 9.
Cereja: Com altas concentrações de antocianina, um antiinflamatório natural. Deve ser consumida em sua forma natural, de preferência fresca.
Chocolate: O chocolate meio amargo é rico em flavanóides, que diminuem a pressão sanguínea e promovem o bom funcionamento do sistema circulatório, tem altas concentrações de magnésio, um mineral importante para mais de 300 processos biológicos do organismo.
Os piores alimentos do mundo
Batata frita: Frituras de qualquer natureza é um pesadelo nutricional. A popular batatinha frita é a pior de todas, principalmente se fritas em óleo vegetal e reutilizados por mais de uma vez, o que aumenta consideravelmente a concentração de gorduras trans, muito perigosa para a saúde. A batata frita em termos nutricionais pode se comparar a uma xícara cheia de açúcar.
Refrigerantes: Formulados à base de açúcar e produtos químicos. Os dietéticos também são formulados à base de adoçantes artificiais. O consumo de ambos deve ser evitado por não ser considerados saudáveis.
Salgadinhos: Os industrializados não têm valor nutricional nenhum, possuindo quantidades exageradas de gorduras trans, sódio e açucares, todos altamente prejudiciais à saúde.
Algodão-doce: Puro açúcar com corante artificial. Deveria ser banido de seu cardápio alimentar. Fuja dele como o diabo foge da cruz.
Pão branco: O popular pão de padaria. Tendo apenas carboidratos, o que ajuda a aumentar as calorias (ótimo para engordar) sendo o seu valor nutricional completamente nulo. Evite-o e consuma preferencialmente pão integral.
Mantenha-se jovem e saudável com uma castanha por dia
Apenas uma castanha-do-pará por dia garante a quantidade de selênio necessária ao organismo
Uma boa alimentação é o segredo para ter uma pele e corpo saudáveis. Muito se fala sobre as vitaminas C e E, o ômega 3 e tantos outros nutrientes que ajudam a manter o equilíbrio do organismo. O que poucos sabem é que a castanha-do-pará, uma semente tipicamente brasileira (tanto que é também conhecida como castanha-do-brasil), ajuda não só a prevenir transtornos musculares, neurológicos e até cânceres, mas também atua na elasticidade da pele, mantendo-a com aparência jovem por mais tempo.
"A castanha fornece magnésio, que intervém na atividade cardíaca e muscular e no funcionamento das células nervosas, bem como na formação dos ossos". "Também contém ômega 3, que melhora a concentração, a memória, habilidades motoras, velocidade de reação, neutraliza o stress e previne doenças degenerativas cerebrais. Além disso, ele reduz os riscos de doenças do coração".
Outra substância encontrada na castanha-do-pará é o selênio, cujas propriedades nutritivas foram descobertas no final da década de 70 e hoje são associadas, entre outros benefícios, ao retardamento do envelhecimento da pele.
A boa notícia é que os brasileiros têm na castanha-do-pará uma fonte rica e barata de selênio. Aliás, com apenas uma castanha ao dia um indivíduo adulto consegue suprir a necessidade diária desse nutriente no organismo.E isso pode ser feito consumindo-se a castanha na forma pura ou até mesmo em doces, torrada, em farinha ou em sorvetes. "Claro que in natura é sempre melhor, mas não há problema nas outras formas de consumo".
Selênio: Uma das substâncias características da castanha-do-pará é o selênio, um semi metal essencial à nutrição do organismo. O micronutriente melhora a resposta imunológica do organismo, previne doenças cardiovasculares e é essencial para a formação do T3 (hormônio ativo no funcionamento da tireóide). Além disso, como parte de sua função imunológica, também ajuda na prevenção do câncer.
A atuação do selênio tem ação antioxidante, combatendo os radicais livres, também responsáveis pelo envelhecimento da pele, ele melhora a elasticidade dos tecidos apenas em conjunto com a vitamina E. "O selênio é um mineral que impede a degeneração celular, pois envolve a membrana da célula e protege o sistema imunológico".
Outros alimentos como fígado, peixe, crustáceos, ovo, brócolis, outras nozes brasileiras e couve também contêm selênio, porém em quantidades bem menores do que a castanha-do-pará.
A quantidade que cada indivíduo adulto deve consumir de selênio por dia é de 55 a 70 miligramas e, para as crianças, a quantidade cai de 20 a 30 miligramas ao dia "Uma castanha-do-pará tem em média 50 miligramas de selênio. A quantidade ideal seria então uma castanha por dia para adultos e meia para crianças."
A concentração de selênio no organismo pode ser medida com um simples exame de sangue de rotina.
Estudo: Em um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, divulgado em 2008 no American Clinical Journal of Nutrition, um grupo de pesquisadores liderados pela professora Christine Thomson realizou alguns testes e descobriu que, após 12 semanas, o grupo de voluntários que consumiu duas castanhas ao dia teve seu nível de selênio no sangue aumentado em 64,2%. "Os resultados indicam que o consumo desse alimento na dieta diária garante um bom nível de selênio sem precisar de suplementos".
De acordo com estudo, essas castanhas são uma fonte simples, efetiva e barata para aumentar o nível desse micronutriente no organismo, uma preocupação do país já que o solo de lá tem baixa concentração dessa substância. A falta de selênio, ainda segundo o artigo neo-zelandês, pode estar associada a um maior risco de câncer, doenças cardiovasculares, alteração das funções imunológicas, infertitidade masculina, inflamações e infecções virais.
Mesmo no Brasil, nem todos os alimentos são ricos em relação a esse nutriente. "Mato Grosso e São Paulo são deficientes em selênio, por exemplo. Alguns estudos apontam que os habitantes de Manaus e Belém têm uma ingestão de selênio quase cinco vezes maior em relação à dieta de São Paulo".